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Sobre o Festival JACC

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Nesta edição

Na sua 18ª edição, e num contexto marcado por múltiplos desafios, os Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra renovam o compromisso de divulgar a diversidade de abordagens que moldam as formas do jazz tal como hoje existe, abrindo portas à experimentação e aos cruzamentos com outras abordagens musicais.

Existindo, naturalmente, diferenças em relação a edições anteriores, patentes nas imprescindíveis adaptações à realidade pandémica, o Jazz ao Centro continua a fazer jus à ideia de “encontros”, colocando a partilha e a criação artísticas no núcleo das suas prioridades.

Nesta edição, que decorre entre 23 e 31 de outubro, o público poderá assistir a 12 concertos que terão lugar no Salão Brazil, Convento São Francisco, Teatro Académico de Gil Vicente, Museu Nacional Machado de Castro, Colégio da Graça / Liga dos Combatentes, Mosteiro de Santa Clara-a-Nova e Oficina Municipal do Teatro. Estes dois últimos locais serão estreias, sendo que todos os outros têm repetidamente acolhido o Jazz ao Centro ao longo dos anos.

O primeiro fim de semana de Encontros é exclusivamente dedicado ao TriCoimbra: Luso-French Extravaganza, denominação escolhida para apresentar os múltiplos cruzamentos dos franceses do Tricollectif com músicos portugueses, dando seguimento à prática iniciada em 2019, através do convite a um colectivo de um país europeu (no ano passado, o holandês DOEK).

O Tricollectif reúne músicos que, na sua grande maioria são originários de Orleães, cidade nas margens do Loire, a pouco mais de 1 hora da capital francesa. Foi na cidade natal que a maior parte dos integrantes do Tricollectif despontou para a música e para a ação coletiva com os Batisseurs de Ponts, grupo que organizava concertos semanais. Em Paris, outros membros se juntaram ao núcleo orleanista e, em poucos anos, e através de numerosos projetos, Guillaume Aknine, Quentin Biardeau, Adrien Chennebault, Théo e Valentin Ceccaldi, Gabriel Lemaire, Roberto Negro e Florien Satche tornaram-se figuras de primeira linha da cena francesa, muito graças ao sucesso obtido com projetos como o Théo Ceccaldi Trio, Marcel et Solange, Quatuor Machaut, La Scala, Walabix, Toons, e muitos outros. Além da notoriedade obtida por estes projetos colaborativos, o estatuto do Tricollectif beneficiou do reconhecimento que alguns dos seus membros vieram merecendo, tanto por parte dos seus pares, quanto da crítica especializada. A esse respeito convirá destacar as “Victoires du Jazz” obtidas por Roberto Negro e Théo Ceccaldi, que constituem um dos mais relevantes reconhecimentos artísticos no território francês.

Se, por si só, o trabalho do coletivo francês é digno de destaque, o facto de alguns músicos portugueses terem desenvolvido, ao longo dos anos, relações fortes com o Tricollectif, fizeram nascer o desejo de possibilitar o encontro no contexto do Jazz ao Centro, figurando grupos pré-existentes mas apostando, sobretudo, em novas combinações.
Do contingente português fazem parte Luís Vicente, Marcelo dos Reis, Luís Lopes, Mariana Dionísio, João Camões e Alvaro Rosso.
Todos juntos, os 14 músicos serão protagonistas de 8 concertos, em formações que vão do duo ao septeto.

No último fim de semana de outubro, o Jazz ao Centro regressará com menos concertos, mas nem por isso com menos motivos de interesse. Na sexta-feira, dia 30, o baterista e compositor Mário Costa apresenta-se no Teatro Académico de Gil Vicente com “Oxy Patina”, projeto com o qual assinou um dos melhores discos de 2018. A seu lado, estarão os franceses Benoît Delbecq e Bruno Chévillon.
Pouco depois, no Salão Brazil, é a vez de João Lobo nos desvendar “Simorgh”, trio com Norberto Lobo e Soet Kempeneer, que nesta ocasião apresenta o disco de estreia.

O dia de encerramento é também marcado por dois concertos. Primeiro, na Oficina Municipal do Teatro, o duo de Burnt Friedman e João Pais Filipe, numa das primeiras apresentações de “Eurydike”, EP em que, simbolicamente, Burnt Friedman aparece em dois temas com Jaki Liebzeit e noutros dois com João Pais Filipe. Se tivermos em conta que Liebzeit (desaparecido em 2017) foi um dos mais influentes bateristas do último terço do séc. XX, conhecido sobretudo pelo seu trabalho com os CAN, a importância deste gesto de Friedman torna-se evidente.
O derradeiro concerto do Jazz ao Centro tem lugar no Salão Brazil, com o novo projeto da cantora Rita Maria, intitulado Quang Ny Lis. A seu lado, nesta aventura de dar nova vida a temas do cancioneiro jazzístico, estarão João Mortágua e Mané Fernandes.